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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Sessão "Tamo Junto" #5




Salve, salve nesta sessão "Tamo Junto", meu parceiro Costa Alves, um dos timbres que eu mais gosto no Rap Nacional! Nossa parceria ainda não virou música, mas no momento certo vai acontecer! Aproveite e ouça seu disco "Interiormente"
 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Análise: Mr. Brown - Sleepy Brown

O álbum analisado dessa vez será o Mr. Brown do Sleepy Brown lançado em 2006.



Desde que comecei a escrever as análises, esta será minha primeira crítica ruim. E o mais estranho de tudo, será uma crítica sobre um artista que gosto muito, Sleepy Brown. Mas como assim? Você gosta do artista e vai falar mal? A resposta pra essas perguntas é, que quando gostamos de determinadas coisas, no caso, de música, é até mais fácil enxergarmos alguns defeitos. E eu nem queria usar a palavra “defeito”, até porque a análise está condicionada ao meu ponto de vista, que é diferente do caro leitor. Portanto, isso é também um aviso, isso acontecerá muito, artistas que eu gosto sofrerão com críticas ruins, rs.

É interessante também frisar que essa semana o álbum está ligado à última análise. Isto porque, só analisei o Press Play porque eu estava influenciado pelo último lançamento do Big Boi, Vicious Lies And Dangerous Rumors, que também segue a linha de um disco bem diferente daquele RAP mais cru que já conhecemos. Sleepy Brown participa do álbum, como também participa de praticamente tudo que o Outkast faz, mas irei esmiuçar esse detalhe na análise.

Enfim, falemos do álbum.



A música acima que você já ouviu ou não, provavelmente foi a mais tocada deste trabalho. Não é ruim. Tem o Pharrel que já é a premissa de que vai dar certo. Mas falta algo. Aliás, sinto isso no trabalho todo. Mas o que falta?

Falta alma, falta Soul! Assim mesmo; Soul com “S” maiúsculo!

Sleepy Brown é mais conhecido (ou pouco conhecido) pelas suas frequentes participações em músicas do Outkast e de artistas do Sul estadunidense. A região da Dirty South é conhecida pela gama de MC’s mais engenhosos no flow e até nas vestimentas – isso não quer dizer que eles sejam melhores que outros, é só uma particularidade que percebo nestes artistas. Sleepy Brown costuma acertar nos “featurings”. Com Andre 3000 e Big Boi, principalmente. Tanto que o considero como o “Terceiro Outkast”.



Percebem que é complicado citar Sleepy Brown sem mencionar Outkast? Pois é. Sleepy Brown não tem protagonismo. Não é por causa da falta de Soul que me referi, ele simplesmente não tem a manha. Ele é bom produtor, acho o timbre dele bem peculiar, porém o álbum em questão não conseguiu transformar seus adjetivos em algo mais completo e individual. Falta pegada pro Mr. Brown, mano!

Por fim, pra vocês entenderem melhor, escutem abaixo a faixa Can’t Wait que é a que mais gosto do álbum. É uma faixa bônus que conta com a participação de “vocês já sabem quem”.


Esse som é muito bom! É daqueles que dá raiva quando acaba. Mas é só isso. Pra mim, Mr. Brown começa e termina nessa música.

Ademais, soube que ele lançou Sex, Drugs & Soul em 2012, posso até procurar, mas não será prioridade, ainda espero mais do Senhor Marrom.

Outras análises

Site oficial: http://www.sleepybrown.com/

Gostou? Achou zoado? Tem sugestões? Eu quero discutir, então, comente, debata, compartilhe este post e faça do RAP algo maior todos os dias!

Pedro Aragão aka P2A2
Evolução Vem De Algum Modo

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Análise: Press Play - Diddy

Nessa semana a análise feita foi do álbum Press Play de Diddy que foi lançado em 2006.



Bom, primeiro eu vou pedir desculpa... pra mim. Eu queria muito escrever sobre o álbum Serviço Público do Valete ou Orquestra Simbólica do Shaw, mas sinto que ainda não tenho muita bagagem para ambos ou é só preguiça, mesmo. Mas quem vai acompanhar as análises, se quiser escutá-los para adiantar as mesas redondas, fiquem à vontade, os dois são excelentes e terão uma análise, só não sei quando.

Isto posto, vamos trabalhar com as memórias. Eu voltava de uma viagem que fiz a um sítio. No carro, como passageiro e, mesmo com sono, eu ouvia um debate do Paulo Brown com o DJ KL Jay sobre o momento de evolução que o RAP vivia. Óbvio que eu não me lembro do que eles falavam, mas lembro que o KL Jay terminou a conversa descontraída com algo parecido com “olha os novos rumos que o RAP tá buscando”. Ele soltou essa faixa:



O resto da estória não importa. O que realmente importa é que esse foi o momento em que fui iniciado ao álbum Press Play do Diddy!

Ainda antes de falar do álbum, quero expressar meus sentimentos sobre os trabalhos do Puff Daddy, P. Diddy ou Diddy (eu vou deixar como Diddy). Anteriormente, eu torcia muito por um álbum solo deste artista. Explico. Dos álbuns que antecederam este lançamento e que escutei, tanto o The Saga Continues... quanto o We Intended The Remix Vol. 1, tiveram a peculiaridade de trazer muitas participações e pouco Diddy. Portanto, esse álbum era minha esperança de mudanças.

Sobre o álbum, infelizmente, na maioria das vezes, as gravadoras preferem trabalhar com o que é mais interessante aos desinteressados. Não foi diferente com o Press Play. Músicas como Tell Me, Come To Me e Last Night carregaram o álbum nas mídias.



O mais estranho, é que não eram músicas ruins, porém não mostravam nenhum pouco do potencial do Press Play. Era um álbum inovador na parte da produção! Pelo menos pra mim. Eu gosto muito do timbre e do flow do Diddy e ele abusou muito disso e de uma forma bem agressiva e positiva. As faixas We Gon Make It, The Future, Hold Up, Diddy Rock, Making It Hard, Thought You Said e Everything I Love (minha favorita) mereciam um destaque bem maior. Estas, principalmente, tinham cara de RAP. Com beats bem marcantes recheados de batidas incomuns, o Press Play era bastante inventivo. Um pena.



Pra encerrar a análise deixei por último as participações e o caro leitor entenderá o porque. 

Eram muitas, Nicole Scherzinger, Christina Aguilera, Big Boi, Ciara, Timbaland, Twista, Shawna, Nas, Cee-lo, Keyshia Cole, Mary J. Blige, Brandy e acreditem, tinha mais. Isso nos leva de volta ao começo da análise. O Press Play não era tão solo assim! Tanto que se você perceber, as faixas carregam a característica de dar muita liberdade aos artistas participantes. Eles integram mais de 50% das faixas. Escutem e vocês vão perceber o que digo.

Porém isso não muda a boa crítica que tenho do álbum. Na verdade, só me traz a suposição de que é a sina do Diddy ou é o que ele busca em seus álbuns. Também não é difícil de entender, influente como ele é, natural que seus álbuns sejam assim, repletos de artistas de todo calibre.

Bom, escutem Press Play, apertem o play, vale a pena!

Primeira análise: Get Rich Or Die Tryin' - 50 Cent

Site oficial: http://www.diddydirtymoney.com/#!all

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Pedro Aragão aka P2A2
Evolução Vem De Algum Modo

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Análise: Get Rich Or Die Tryin - 50Cent

E aí, rapa, suave? Estou aqui pra falar de um dos álbuns do 50 Cent que escutei muito, intitulado Get Rich or Die Tryin' lançado em 2003.



Antes de mais de nada, gosto de frisar que não tenho preferências nos estilos de "Rap", ele pode ser de qualquer tipo. Mainstream, Underground, Trap, Gangsta ou até  misturado com outros gêneros, o importante é que seja música boa por algum motivo, pela letra, pela produção ou pelo conjunto, eu aprecio música e pronto. Por isso, lembrem-se, o texto é fruto de uma visão totalmente apaixonada e sem nenhum estudo específico da coisa, em poucas palavras, são só alguns pensamentos e algumas conclusões a cerca da obra.

O que eu consigo lembrar da época em que foi lançado Get Rich or Die Tryin', é que, além do pouco conhecimento que eu tinha no inglês (não mudou muito, rs), o Rap norte-americano já havia passado por uma transição de protestos do gueto para o romântico/sexy/pop. Sim, o gueto estava amando. Acho até que foi um ciclo normal, todos sabem disso, se é vendível faz sucesso, não importa. O que mais se ouvia naquela época eram aqueles sons do Ja Rule e seus derivados com aquele amontoado de refrões batidos (nada contra o Ja Rule, que curto muito, aliás, tenho uns três álbuns dele, da época que a gente ainda comprava cd na galeria). Tinham também aqueles rappers que juravam que eram cafetões, nada diferente de hoje, mas não havia previsão de mudança, ou seja, estávamos no marasmo. Era uma época de vacas gordas gerida por vacas surdas.

Eu não tinha muito conhecimento sobre a gama de sons e estilos que a época proporcionava, só ouvia e conhecia um som novo quando saía pra algum rolê (que era algo muito raro) ou quando tocava em rádios ou passava na TV, no caso na MTV. E quem lembra, sabe, era pouco Rap, muito pouco.

A notícia que chegou pra mim era que, o Eminem havia lançado um mano que era muito embaçado e ainda por cima era produzido pelo Dr. Dre! Essa chamada por si só já era interessante, então, eu tinha que ouvir. A primeira música de trabalho era muito boa.



In Da Club era pesada e tinha cara de festa, não podia dar errado. Perdi as contas de quantas vezes vi este vídeo-clipe. É difícil alguém que gosta de Rap que não reconhece esse beat. Foi uma entrada triunfal e que bebia da fonte do Rap inerte que havia se instalado naquele período.

Sobre o álbum, minha crítica é muito boa. Participações óbvias como as de Eminem, Nate Dogg (que faz uma falta) e o esquadrão da G-Unit que brevemente seria lançado pelo o então rapstar do momento. Destaco as faixas Many Men, Wanksta, Heat, If I Can’t, Patiently Waiting e as mais conhecidas e saturadas pela mídia como P.I.M.P. (ele também era cafetão, rs), 21 Questions e a já citada In Da Club. De um modo geral, nas produções nem era um álbum tão incrível, mas hoje quando escuto, me lembra um pouco do estilo Underground (na sua devida proporção) ou só estou tendo essa impressão por causa dessa minha crise saudosista.



Sobre o 50 Cent o que posso complementar é que, consequentemente, com o passar do tempo ele se tornaria aquilo que eu tanto repudiei na época, mas não é uma crítica, gosto de alguns sons que ele lança atualmente, até porque, como eu sempre falo, tem coisas que são cíclicas, acabam indo pro mesmo caminho, não tem jeito. Teve até uma época que eu não curtia os trampos dele, mas ponho também na conta da superexposição que sempre acaba me esgotando.

Por fim, recomendo o álbum pra aquela escutada totalmente descompromissada e não pra quem quer ficar rico ou morrer tentando...

Site oficial: http://www.50cent.com/

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Pedro Aragão aka P2A2
Evolução Vem De Algum Modo

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Cabana Beats recomenda: Essência de Herói (Superbeat)

"Essência de Herói é o mais novo trabalho do Superbeat, projeto de Renê “Cascão” e Vinicius “Mamute”, dupla de MCs e beatmakers de Mogi das Cruzes (SP). Com letras que falam de rua, batalha, sacrifício e amor, o Superbeat segue a linha de produção baseada em samples amenos e climáticos, instrumentos orgânicos e a assinatura de Vinicius “Mamute”.

Segundo a dupla, “Essência de Herói” foi feito em fases, de maneira mais organizada e consciente que “Cotidiano”, seu primeiro CD. “No primeiro disco não tínhamos experiência de estúdio e tal, apesar de já termos gravado em estúdio. O Cotidiano saiu melhor do que imaginávamos, com identidade forte, sem copiar ninguém, com nosso estilo. Faltou um pouco mais de experiência e técnica, elemento que adquirimos no Essência de Herói, que foi criado com muito estudo e gravado em outro estúdio, com outra roupagem. Trabalhamos por etapas, de música em música, mesmo assim, mudamos alguns instrumentais antes de gravar. Algumas letras lapidamos de outra maneira, pois o que nós queremos é atingir o públioco dentro e fora do rap, apesar de saber que é difícil. O não já temos. É correr atrás do sim”, concluem.

Baixe o disco aqui: Essência de Herói (Superbeat)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Kamau - Non Ducor Duco




Procure e ouça!
Disco de 2008 com letras e produção que não deixa a desejar em nada qualquer lançamento de hoje, pelo contrario passados 4 anos do lançamento a sensação que eu(Leonardo Pit) tenho é que o patamar geral do RAP esta abaixo do NON DUCOR DUCO!


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Recomendamos: Elzhi

Recomendamos Elzhi simplesmente por ser uma das maiores inspirações que temos na produção de beats! Os sons desse álbum são precisos e muito criativos como na faixa Guessing Game em que o refrão e a batida nasceram um outro. Som de primeira! http://www.mediafire.com/?mgh1zabhdds

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Recomendamos: Sabotage

Baixe o álbum Rap É Compromisso do Sabotage! Além de ser um dos maiores expoentes do RAP nacional, Sabotage tem ideias e um flow bem diferenciado. O cd é bem ao estilo do melhor RAP, simples, completo e direto. Vale a pena: http://www.mediafire.com/?f7bvozdj89d5co5

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Uma Estória De RAP Que Virou História - Emoção Evidente!

Emoção evidente!
(Pedro "P2A2" Aragão)

Ontem à noite, decidi dar uma repaginada na minha playlist. Apaguei todos os álbuns como de costume. Olhei nos meus arquivos, e vi que, pelo menos metade dos álbuns que eu tinha no meu PC não me interessavam. Alguns, precisavam voltar (...); trouxe de volta o Rodrigo Campos, a Banda Black Rio, o Leonardo Pit, o Fat Freddy's Drop e o Criolo Doido.

Mas eu sentia falta de algo novo, um som que me tirasse um pouco daquele estresse de tantas vozes vazias que eu ouvia no trampo. Ou mesmo alguma música que me fizesse esquecer desse persistente calor! Lembrei do vídeo do Evidence que o Pit me mostrou há alguns dias atrás:



Logo gostei da concepção do vídeo e, principalmente, do som. Lembrei-me também que o mesmo Pit tinha publicado a imagem da capa desse álbum intitulado Cats & Dogs. Só pelo nome, já era intrigante.

Bom, baixei o cd, coloquei na minha playlist e ouvi a música Falling Down.

No outro dia, segui minha rotina. Fui pro trampo, atrasei os habituais minutos e tomei café ouvindo aquela faixa do clipe do Evidence. Todos os dias de manhã, sigo um ritual: trabalho escutando um álbum inteiro, de cabo a rabo. A evidente escolha foi Evidence. Pode parecer mentira, mas quando os "kicks" e as "caixas" daquelas faixas do cd começaram a tocar, meus olhos lacrimejaram. Eu estava emocionado ouvindo um RAP de verdade, feito com coração e por quem gosta!

Estou escutando Cats & Dogs neste exato momento - estourando os graves das minhas caixas acústicas! -, enquanto escrevo esse post e me delicio com os últimos pedaços de melancia que estavam na geladeira. Conheço muito pouco do Evidence, mas esse "pouco" é o que movimenta minha paixão pelo RAP. Mais um CD que mudou minha vida...

domingo, 22 de maio de 2011

Criolo - Nó na orelha




Quem ainda não ouviu o novo disco do Criolo não perca mais tempo.
Ótimo disco!!!


Baixe aqui: http://www.megaupload.com/?d=MW2XA2QX